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Ser um educador 3.0 está ao alcance de todos

Muitas pessoas veem a tecnologia no ensino como algo muito complicado e que exige uma grande infraestrutura. Na coluna desta quinzena no site da Nova Escola, Claudio Sassaki, co-fundador da Geekie, mostra que a inovação pode vir de maneiras simples e pontuais, e o professor não deve ter medo de experimentar – nem de errar. Leia um trecho abaixo e confira o post na íntegra neste link

“O Brasil tem bons exemplos que provam que é possível inovar a partir de ações que exijam uma estrutura mínima. Um deles é o de Eric Rodrigues, jovem professor de História do Ensino Fundamental da EM Emílio Carlos, no Rio de Janeiro. Depois de dois anos lecionando, ele sentia que havia falhado: o índice de reprovação bimestral dos alunos era alto, o interesse e envolvimento com as aulas era baixo e ele sentia que o aprendizado não estava sendo suficiente, mesmo entre os que tiravam notas razoáveis. O professor tentou enriquecer a aula expositiva, usando imagens, por exemplo, mas notou que o problema era o fato de o aluno ter de ficar sempre em uma posição passiva como ouvinte.

Enquanto pesquisava alternativas, Eric entrou em contato com o conceito de ensino híbrido por meio de um workshop. Lá, desenvolveu projetos experimentais e voltou com novo fôlego para criar algo que pudesse ser aplicado à sua realidade. ‘Eu não podia fazer um trabalho que contasse com a internet porque ela é muito instável na escola, e só tínhamos disponíveis oito netbooks muito básicos’, conta.

Eric fez pequenos testes com suas duas turmas de cerca de 40 alunos, sempre avaliando com eles o que funcionava melhor. Hoje, o método envolve carregar previamente os netbooks com recursos que ele mesmo produz, incluindo vídeos e um blog em que disponibiliza a agenda de cada aluno – para acessá-lo, clique aqui.  ‘Eu tive que repensar toda a experiência da aula. A sala foi dividida em grupos e eu só me coloco como professor expositor por cerca de 15 a 20 minutos. Depois disso, viro um mediador, ajudando cada aluno a realizar as atividades propostas para ele de acordo com o seu nível de conhecimento e com os métodos adequados’, explica. Apesar de se tratar de uma escola bem tradicional, suas ideias foram bem recebidas: Eric até mesmo teve permissão para juntar suas três aulas semanais em um bloco só, o que facilita essa dinâmica.”

 

Claudio Sassaki escreve a cada duas semanas no blog Tecnologia na Educação, no site Nova Escola. 

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