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#GeekieIndica: Movimento maker nas escolas

O movimento maker é uma versão do “faça você mesmo” atrelada à tecnologia. Conheça duas iniciativas que democratizam o movimento maker na escola.

O movimento maker vem conquistando espaço na educação. Se, há dois anos, quando o termo chegou ao Brasil, o movimento maker só podia ser encontrado em colégios de alto padrão, hoje, educadores criativos trataram de buscar alternativas econômicas para ensinar “com a mão na massa”. Uma dessas histórias, que já apareceu aqui no InfoGeekie, é a da professora Débora Garofalo, que usou sucata para ensinar robótica na escola pública.

Conheça a história de Débora em: Por que ensinar a programar na escola?

Se essa é a primeira vez que você se depara com o conceito de movimento maker, não se preocupe – ele diz respeito à cultura do “faça você mesmo” atrelada à tecnologia. Quando aplicado ao ambiente escolar, tem como objetivo promover a criação, a investigação e a originalidade. No movimento maker, é importante pensar fora da caixa, buscar soluções criativas e saber aproveitar recursos.

As possibilidades de aplicação do movimento maker vão desde as aulas expositivas até o desenvolvimento de projetos onde o aluno é protagonista. O Grupo Makers explora esses níveis de aprofundamento da seguinte forma:

  • Expositivo: o professor cria os protótipos que serão utilizados em sala de aula sem a participação dos estudantes. Nesse caso, a maior vantagem é o educador ser capaz de criar seu próprio conteúdo; paralelamente, ele gera aulas mais atrativas e facilita a compreensão do tema com demonstrações práticas.
  • Participativo: aqui, alunos já possuem voz no processo de ensino-aprendizagem, sugerindo projetos a partir do tema central da aula – porém, a palavra final ainda é do professor. É ele quem vai orientar e direcionar o trabalho da turma, trazendo exemplos, levantando questões e propondo desafios.
  • Mão na massa: o último estágio implica um grau mais elevado de interatividade. Os alunos conquistam autonomia no manuseio de tecnologias e ficam livres para desenvolver suas próprias soluções. Eles são responsáveis por todo o trajeto, desde o planejamento e a documentação do projeto até a avaliação dos resultados.

Leia mais: O que é Ensino Híbrido na teoria e na prática

Movimento maker tem custo alto para a escola: verdade ou mito?

Isso já foi verdade. Laboratórios de ponta podem contar com uma série de equipamentos, como impressoras 3D, óculos 3D, sensores, cortadora a laser, notebooks, softwares e ferramentas. Enquanto, no exterior, opções baratas já são bastante conhecidas, no Brasil, um kit educacional desse tipo pode custar entre US$100 e US$300 – isso, sem incluir impostos, frete e taxas de importação! No total, o investimento para montar uma sala de aula com a infraestrutura ideal pode ultrapassar os 6 mil dólares. Nada acessível quando consideramos a realidade da nossa rede pública de ensino, certo?

Conheça: Escolas públicas e particulares que abraçaram o movimento maker

Felizmente, existem opções democráticas. Hoje, selecionamos duas iniciativas que buscam popularizar o movimento maker:

RUTE – O kit educacional eletrônico, barato e ecológico

RUTE é um kit eletrônico composto por componentes fáceis de encontrar, peças reutilizáveis e até mesmo sucata. Ele é open source, o que significa que escolas de regiões afastadas podem montar seus próprios kits com as ferramentas e materiais disponíveis, sem o pagamento de licenças ou royalties.

Além disso, a proposta de RUTE é simplificar o entendimento de eletrônica e levar o movimento maker a comunidades carentes. “Quando uma criança consegue criar brinquedos e traquitanas eletrônicas de maneira simples e divertida, isso fortalece sua autoconfiança. O sentimento de ‘eu posso’ traz a compreensão de que tudo à nossa volta pode ser melhorado e de que eles podem fazer isso. Isso é fundamental para acreditar que podemos fazer do mundo um lugar melhor”, diz Ricardo Cavallini, idealizador do projeto.

Um kit básico feito de sucata eletrônica pode custar menos de R$6. Conheça melhor o projeto no vídeo abaixo:

1ª Onda – competição de aplicativos com foco no meio ambiente

Até dia 31 de agosto, alunos do Ensino Fundamental e Médio de todo o país podem se inscrever na 1ª Olimpíada Nacional de Desenvolvimento de Aplicativos para Celulares, ou a 1ª Onda. A iniciativa da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e da Associação de Pesquisadores e Educadores em Início de Carreira sobre o Mar e os Polos (Apecs) vai reconhecer aplicativos que busquem resolver problemas ambientais e promovam o desenvolvimento sustentável.

De acordo com Erli Costa, professora e coordenadora do projeto, a Olimpíada de Apps carrega 4 objetivos:

  • Estimular o desenvolvimento de tecnologias, ideais e soluções com potencial de transformação social;
  • Fomentar a reflexão sobre desenvolvimento sustentável no ambiente escolar;
  • Utilizar tecnologia como ferramenta para o desenvolvimento social e ambiental;
  • Estimular o espírito de inovação na Educação Básica.

Podem se inscrever estudantes do Ensino Médio e do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, das redes pública e privada, e cada equipe deverá ter um professor coordenador. As inscrições são gratuitas. Saiba mais na página da 1ª Onda no Facebook.

Ebook: Entendendo o aluno do século 21 – e como ensinar essa geração

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