Geekie em Pauta

Geekie e Microsoft reúnem especialistas no Enem para discutir futuro do exame

A consolidação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como o grande vestibular do Brasil e os caminhos que ele pode ter no futuro. “O Enem que temos e o Enem que queremos”: esse é o tema do Trilhas do Conhecimento, evento que será realizado no dia 27, em Fortaleza, pela Geekie, com patrocínio da Microsoft. O Trilhas do Conhecimento tem a parceria da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec) e do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe-CE).

A diretora de Avaliação da Geekie, Camila Karino, vai abordar o Enem da perspectiva de quem lidou dia-a-dia com ele no período mais crítico de sua história. De 2010 a meados de 2014, ela foi coordenadora-geral de Instrumentos e Medidas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem e outras avaliações. “Vou falar de como o Enem surgiu, em 1998, e de como em 2009 ele se transformou nesse grande exame de seleção. Quero tratar das características dele, de como as notas são calculadas.”

Entre as características do Enem, a que costuma chamar mais a atenção nas apresentações de Camila é a Teoria de Resposta ao Item (TRI), conjunto de modelos matemáticos que dá sustentação teórica ao exame. É a TRI que garante que as notas de todas as provas feitas desde 2009 sejam comparáveis. Também permite calcular a probabilidade de um aluno acertar uma questão, o que faz com que os itens da prova tenham pesos diferentes na nota. “A concepção teórica é que dá confiança de que a nota representa mesmo o que o aluno domina e conhece”, diz Camila.

“A TRI é meio que um mistério para as pessoas. Elas querem saber como é a TRI, como funciona, se funciona mesmo”, revela Camila. “As pessoas acham que montar uma prova é só juntar questões, não percebem a complexidade do processo. Quando percebem, ficam maravilhadas com o quanto que o exame é bonito.”

Bonito e trabalhoso. Quanto tempo demora para preparar o exame? Camila evitou se referir especificamente ao Enem, preferindo fazer um cálculo genérico sobre avaliações em larga em escala organizadas pelo Inep. “A montagem leva quatro meses”, afirma.

Apesar de todo o trabalho, Camila considera que a trajetória do Enem como vestibular foi bem-sucedida. “O desafio de todo mundo do Inep nesses anos foi o de consolidar o exame, dar segurança e credibilidade a ele”, diz. “O Enem se estabeleceu, não volta mais atrás.”

O futuro do Enem será tratado no workshop “Enem Digital: Realidade ou Mito?”. A proposta do exame online foi relançada em janeiro pelo ex-ministro da Educação Cid Gomes. Especialistas concordam que esse é o futuro do Enem, porque permitirá aos candidatos marcar a data do exame, vai eliminar fragilidades logísticas e de segurança e garantir uma avaliação de melhor qualidade. Mas todos advertiram que o MEC precisará de um banco de questões muito maior do que o atual e sua montagem é um processo trabalhoso, que custa caro.

Haverá outros três workshops, sobre as “Novas Exigências do Enem para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil)”, “O Aprendizado Personalizado como Ferramenta para Facilitar o Processo de Ensino-Aprendizagem” e “O Uso da Tecnologia e o Impacto no Desempenho dos Alunos”.

Além de Camila, darão palestras no evento Rogério Amancio, especialista em softwares aplicados à educação da Microsoft, e Renato Júdice, diretor de Educação da Geekie. Amancio vai tratar da “Produtividade em Sala de Aula” e Júdice, de “Ensino Adaptativo: A Escola do Futuro.”

O Trilhas do Conhecimento será realizado no Hotel Oásis Atlântico, Avenida Beira-Mar, 2.500, bairro Meireles, Fortaleza. A programação começa às 14 horas e a inscrição para o evento pode ser realizada no site: bit.ly/trilhasdoconhecimento
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