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Escola em Belo Horizonte prova que tecnologia educacional de qualidade não é só para classes A e B

A coordenadora pedagógica Maria Carolina Mariano costuma brincar dizendo que o Instituto Gabriela Leopoldina, onde trabalha, é o case de sucesso ideal para a Geekie – afinal, a realidade da instituição é idêntica à de muitas escolas particulares no país. Em um bairro periférico de Belo Horizonte, com 400 alunos desde a Educação Infantil ao Ensino Médio, o Instituto atende famílias das classes C e D.

“Gosto de ressaltar esse aspecto porque, geralmente, tecnologias educacionais muito avançadas são associadas a escolas que têm dinheiro. Somos um exemplo de que isso não é verdade”, explica Maria Carolina. Ela conta que, para garantir uma educação de excelência, a equipe passou quatro anos pesquisando métodos e ferramentas que se adequassem aos valores da escola: em especial, a personalização do ensino.

No início de 2015, o Instituto Gabriela Leopoldina firmou parceria com o Geekie Lab, que passou a ser usado por alunos e professores dos anos finais da Educação Básica. A plataforma se tornou parte da rotina dos estudantes, que acessavam o ambiente virtual tanto na escola quanto em casa. A coordenadora conta que, após definirem que 3h30 por semana seriam suficientes para cobrir todo o conteúdo, foi hora de preparar cronogramas individuais.

“Uma aluna preferiu dividir a navegação por disciplinas – matemática por tantas horas, biologia, outras tantas. Já outro aluno me procurou e disse: ‘Eu não consigo seguir horário’. Então, ele passava quatro horas consecutivas no Geekie Lab aos sábados e cumpriu o que tínhamos combinado”. No segundo semestre, o engajamento dos estudantes atingiu 100%.

Aprovado pelos alunos

O Geekie Lab é uma plataforma adaptativa que parte do princípio de que duas pessoas não aprendem da mesma forma. Assim, através de exercícios online, ela identifica o perfil do estudante, seus pontos fortes e fracos, e indica conteúdos para melhorar seu desempenho. Ou seja, cada aluno recebe um plano de estudos personalizado; enquanto isso, os educadores também acessam esses dados, podendo monitorar o desenvolvimento individual e realizar intervenções rapidamente.

Ter resultados em tempo real faz toda a diferença para adolescentes, que se sentem motivados a continuar ao receberem um desafio. “Descobri dificuldades básicas em conteúdos como porcentagens e frações”, conta Diego Parreiras, do 2º ano do Ensino Médio, “você percebe lacunas que vêm se acumulando desde o Fundamental e pode ir consertando”.

Já Nathália Lima Assis, aluna do 3º ano, utilizou o Geekie Lab para prepará-la para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e aprovou o ensino híbrido – usar o espaço digital para complementar a sala de aula: “O professor nem sempre pode parar no ponto em que você tem dificuldade, então, às vezes, eu me sentia um pouco para trás. Mas ficava mais tranquila sabendo que podia chegar em casa e estudar pela plataforma, voltar as aulas quantas vezes quisesse, ler outra ver, ouvir a explicação de novo. Com isso, acho que fui bem no ENEM”, comemora.