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SESI Bahia usa Geekie para trabalhar Agenda 2030 da ONU

Gestores dedicados e aulas que conversam com a realidade dos alunos: conheça os segredos do sucesso do SESI Bahia.

“Em cada unidade, foi um desafio diferente”, conta Iara Queiroz. Iara é a responsável pela parceria entre Geekie e SESI Bahia; e, com o cargo, surgiu também a tarefa complexa de olhar para as singularidades de cada escola. O estado conta com quatro unidades de Ensino Médio, totalizando mais de 2 mil alunos: duas escolas estão em Salvador, uma em Vitória da Conquista e outra no município de Luís Eduardo Magalhães. Entre capital e interior, é de se esperar que as realidades fossem bastante distintas.

Verdade seja dita, os resultados foram mesmo fantásticos: 98% dos alunos realizaram o Geekie Teste, avaliação externa da Geekie, na última aplicação.

Porém, chegar lá exigiu alguns malabarismos. “A unidade Retiro, em Salvador, estava em um espaço provisório quando implementamos as tecnologias da Geekie, então, precisamos ser criativos para contornar a falta de infraestrutura”, lembra a gestora. Já na unidade Piatã, também na capital, o difícil foi atender ao grande número de alunos – são 1600 – dentro do período de realização da prova. Iara explica que foi necessário o envolvimento de todos para levar em frente essa força-tarefa! Os coordenadores da instituição, por exemplo, emprestaram seus computadores para suprir a falta de máquinas. A ajuda também apareceu de fontes inesperadas: até a Educação de Jovens e Adultos (EJA) cedeu à escola uma unidade móvel, “basicamente, um laboratório de informática sobre rodas”, para que todos pudessem realizar o simulado no prazo. “As escolas realmente se mobilizaram durante o período de aplicação do Geekie Teste”, afirma Iara, “mas conseguimos”.

Tanto esforço trouxe resultados. A avaliação externa da Geekie é realizada duas vezes ao ano, permitindo um diagnóstico e comparativo do desempenho dos estudantes. Desde o primeiro exame, em abril de 2016, até o segundo, em outubro, a média geral dos alunos subiu mais de 100 pontos em todas as áreas do conhecimento! Também foi possível observar as competências e lacunas de cada um em disciplinas específicas ou por áreas de conhecimento. “A nossa equipe separa aquelas questões com o maior índice de erros e as leva para a sala de aula, onde discutimos com os meninos. É um momento muito bacana, os alunos esperam por ele”, afirma a gestora.

O acompanhamento da gestão é feito de perto: desde a implementação das plataformas Geekie, para 1ª a 3ª série do Ensino Médio, Iara já visitou as quatro unidades do SESI Bahia e participou de treinamentos. Ela acha que a dificuldade não está em mexer nas ferramentas online, já que a Geekie “é de fácil acesso até para professores com pouco conhecimento de informática”. Não, o essencial é convencer educadores e alunos de que a tecnologia tem valor como Educação, não apenas entretenimento!

No SESI Bahia, tecnologia vem com intencionalidade pedagógica

Hoje, a Geekie faz parte do planejamento das escolas, de ponta a ponta. Usar os relatórios para reorientar práticas em sala de aula é apenas o primeiro degrau. Depois de mapeadas as necessidades das turmas, os professores usam o Geekie Lab, plataforma de ensino personalizado que otimiza o tempo do professor e engaja o aluno com uma linguagem jovem, para indicar aulas que complementem, aprofundem ou revisem o que foi visto presencialmente. Para Felipe Gois, 16 anos, aluno do 2º ano do SESI Bahia, a tecnologia faz toda a diferença:

 “A Geekie foi meu anjo da guarda, porque está em todo lugar. Você pode acessar de casa, na escola, pelo celular ou pelo computador. A linguagem do professor que está dando a aula online é especial para os adolescentes, fica mais fácil de entender”, relata.

Iara também compartilha com a rede de professores do SESI Bahia abordagens e metodologias inovadoras que descobre no portal de notícias da Geekie, como a Sala de Aula Invertida, que alguns já colocam em prática: primeiro, os estudantes acessam um conteúdo introdutório na plataforma (resumos ou vídeos) e, só então, reúnem-se para discutir a temática e elaborar projetos.

Mariza Santos, coordenadora do SESI Luís Eduardo Magalhães, diz que não há fórmula pronta – os professores têm liberdade para inserir a tecnologia conforme fizer mais sentido para sua disciplina. Um exemplo de sucesso foi o projeto desenvolvido de forma multidisciplinar pelas professoras de química e biologia do 2º ano, Tamara Araújo Almeida e Juliana Ines Segatto, em que pequenos grupos discutiram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030. A ideia era que cada investigação resultasse em um artigo científico e um ciclo de palestras ministradas pelos próprios alunos.

“Nós escolhemos falar da química dos alimentos, dentro do Objetivo Saúde e Bem-Estar, porque queríamos mostrar para as pessoas como se alimentar de forma saudável”, conta Josecleia Damasceno, 16 anos. “Além dos livros, fomos procurar novas fontes de conhecimento e encontramos esse apoio no Geekie Lab. O que eu achava mais interessante era ter uma introdução ao tema, uma videoaula e, logo em seguida, exercícios para responder. Assim, dava para saber na hora se realmente havia compreendido o assunto e o que precisava revisar”.

Enquanto isso, Gabriela de Souza Borges, 16 anos, desenvolveu sua pesquisa sobre o corpo humano e a prevenção de doenças. Para ela, o objetivo era esclarecer mitos e verdades acerca desse tema, já que acredita que “se as pessoas conhecerem melhor seus corpos, passarão a cuidar melhor deles e ter mais qualidade de vida”. “Foi por meio da Geekie que conseguimos isso: fomos pesquisar sobre o corpo humano nas aulas de Biologia e, depois, pudemos passar esse conhecimento para outros alunos da rede pública, da EJA, de Institutos Federais durante as palestras”. A estudante conta que despertou o interesse do público e, logo, o evento se transformou em um bate-papo, com muitas perguntas e troca de informações.

Por causa da iniciativa, as professoras Tamara e Juliana foram premiadas no Seminário de Boas Práticas da Rede SESI de Educação da Bahia.

Como reconhecimento, as duas ganharam uma viagem ao Rio de Janeiro para conhecer o Museu do Amanhã. Elas atribuem os bons resultados à abordagem inovadora, que as colocou “no papel de mediadoras, enquanto os alunos se viram como pesquisadores, ativos na construção do projeto”.

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