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Como fica a segurança dos dados educacionais com a tecnologia digital?

Como está a segurança dos dados dos jovens? Você clica que aceita o termo de uso ou a política de privacidade sem ler? Leia mais neste artigo do Thiago Chaer.

É comum os pais se preocuparem com a segurança dos seus filhos e as escolas com a de seus alunos. Há pouco mais de 20 anos, a única preocupação sobre a segurança das crianças era em torno da relação que ela poderia ter com outras pessoas no ambiente físico. Hoje, falar sobre segurança é considerar tanto o físico quanto o virtual.  

Com a intenção de fazer parte do que está acontecendo no mundo, o jovem não considera, ou pelo menos não é orientado a examinar, os riscos e oportunidades oferecidos pela tecnologia digital e a internet.

Um exemplo disso é aquele textão que você é obrigado a ler, mas só passa o olho, e aparece antes de você finalizar o cadastro em um site ou aplicativo. É uma espécie de “Manual do Usuário”, mas em versão digital. Esse conteúdo é o termo de uso e a política de privacidade, que relaciona as responsabilidades que você tem na utilização do site e que poder ele terá sobre as suas informações mediante a sua autorização. Se clicamos sem ler, não sabemos para onde vão nossas informações e nem como os nossos dados serão utilizados. Isso também acontece nas escolas e empresas de tecnologia educacional.

Na maioria das escolas não há um termo de uso ou política de privacidade para cada tecnologia utilizada na aprendizagem ou na manutenção da vida do aluno na instituição. E se há, existem muitas falhas e os pais não conseguem afirmar se em algum momento estiveram de acordo com tais políticas.

Esse tipo de problema pode ser resolvido quando a escola sabe o que precisa para assegurar a integridade das informações dos seus alunos e podem cobrar das empresas mecanismos de segurança.

Como membro e co-autor junto a presidente da Comissão Especial da Educação Digital na OAB/SP estamos preparando uma proposta para criação de um Termo de Compromisso de Privacidade e Segurança de Dados Educacionais que ainda será submetido à aprovação da casa.

Em resumo, a Comissão estuda uma forma de disponibilizar um “Compromisso” a fim de incentivar as boas práticas:

  • Nós, fornecedores de tecnologia educacional, em conformidade à Lei 12.965/14, firmamos o compromisso de garantir a privacidade dos dados dos estudantes brasileiros em relação a coleta, manutenção, análise e uso de suas informações pessoais e escolares;
  • Enquanto Instituição de Ensino, em conformidade com a Lei 12.965/14, firmamos o compromisso de garantir a privacidade dos dados dos estudantes brasileiros em relação a coleta, manuseio, custódia, manutenção, análise e uso de suas informações pessoais e escolares.

Este compromisso representará um marco para o setor educacional e ajudará a estabelecer um vínculo de confiança entre pais/estudantes, escolas e empresas de tecnologia.

  • Thiago Chaer possui mais de 15 anos de experiência em inovação e tecnologia digital, atua como Palestrante, Mentor de startups de EdTech. É membro da ABStartups e da Comissão Especial de Educação Digital na OAB (2016-2019), sendo coautor do Compromisso de Privacidade de Dados Educacionais. Sócio-fundador e CEO da Future Education, pré-aceleradora de startups de Edtechs (www.futureeducation.com.br).

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