Colunas

Como tornar o ensino personalizado possível

O ensino personalizado é uma das mais fortes tendências na educação do século 21. Mas pode ser difícil conceber a ideia quando se trabalha com turmas de mais de 30 alunos. Como trazer essa prática para a nossa realidade? Em seu artigo desta quinzena na Nova Escola, Claudio Sassaki, co-fundador da Geekie, não só traz bons argumentos para a necessidade de se personalizar o ensino nas escolas, como também apresenta três exemplos muito bem-sucedidos de formas como isso pode ser aplicado à nossa realidade: uma escola que aboliu as turmas e séries em Cotia (SP), uma plataforma adaptativa que atende mais de 650 escolas em todo o país e um software desenvolvido por pesquisadores do Sergipe que usa conhecimentos da neurociência para auxiliar o aprendizado de alunos com transtornos de aprendizagem. Leia um trecho abaixo e confira o post na íntegra neste link

“Estamos tão acostumados com a necessidade de o aluno se adaptar ao conteúdo que não consideramos a possibilidade (e a necessidade) de o conteúdo se adaptar ao modo com que cada um aprende melhor. E as razões para isso são históricas. Se até o século 19 trabalhava-se em pequenos grupos heterogêneos e de uma maneira artesanal, com as duas Revoluções Industriais as pessoas passaram a ser organizadas em grandes grupos que exerciam as mesmas tarefas ao longo do dia dentro de fábricas. O mesmo aconteceu nas escolas: tendo que atender a uma grande demanda de força de trabalho, os alunos foram divididos por idade em grupos maiores para receber uma formação padronizada.

Acontece que o mundo passou por outra mudança drástica com a evolução da tecnologia. A economia e o mercado de trabalho têm agora outra dinâmica: as equipes passaram a ser menores e interdisciplinares, usam ferramentas digitais avançadas, trabalham com problemas complexos, executam tarefas variadas e, muitas vezes, não contam com supervisão próxima. No entanto, a Educação não acompanhou essa mudança e permanece em sua versão 2.0, desconectada do mercado de trabalho e, principalmente, da realidade dos alunos.

É urgente colocar os estudantes no centro do processo de aprendizagem, tendo os conhecimentos e as necessidades reconhecidos e respeitados, de maneira que encontrem sentido para aquilo que aprendem.”

 

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