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Como a prototipagem rápida pode ser uma aliada do aprendizado?

Em seu mais novo artigo, Ruan Carlos Nascimento comenta como a prototipagem rápida pode ser utilizada em sala de aula como um instrumento para o aprendizado. Confira:

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Imagine a cena: um professor / professora entra na sala de aula e começa a falar sobre química e moléculas. Ao explicar a formação da água, ele / ela observa que alguns de seus alunos parecem não entender muito bem aquelas letras e números, em uma bagunça organizada de letras maiúsculas, radicais, siglas e expoentes. Como fazer os estudantes assimilarem tal conteúdo, já que o tema abordado não tem grande tangibilidade e dificilmente existem microscópios nas escolas?

Pois bem, imaginemos que o professor / professora, ao se deparar com a cena citada, tenha a sua disposição uma molécula de oxigênio em escala maior com a demonstração da sua eletrosfera e da camada de valência, bem como duas moléculas de hidrogênio com as mesmas condições. Em ambas as moléculas, os elétrons possuíssem imãs que permitem sua ligação com outros e ainda sua completa transferência de uma molécula para outra. O que isso melhoriaria o entendimento de um assunto tão complexo?

molécula água
Figura 01 – Molécula da água

Com o uso da prototipagem rápida, podemos levar o exemplo citado acima como ferramenta de trabalho em sala de aula. Essa técnica consiste em modelar um determinado objeto no computador com a ajuda de um software de desenho tridimensional e depois criá-lo por meio da manufatura aditiva (impressão 3D, por exemplo). E em seguida, finalizá-lo com a inclusão de componentes estruturais no projeto.

Na minha opinião, a prototipagem rápida possibilita a utilização da técnica de dar vida ao que antes era só imaginação ou uma ideia no papel. E as aplicações são do tamanho da imaginação: vai desde um Davi pequeno enfrentando um Golias gigante, até a formação da estrutura do DNA humano. Afinal, se é possível imaginar, é possível criar.

Um dos maiores prazeres das metodologias ativas é o senso de pertencimento e de participação do aprendizado como agente de transformação. Então, usando essas características, é possível colocar o aprendente como o idealizador do projeto e criar a sua concepção na vida real em escala de protótipo. Talvez a ideia de determinado projeto precise a princípio de adequações, mas trará uma excelente oportunidade de debate, de aguçar a produção de conhecimento e ainda de contextualizar a forma correta de se analisar o dado assunto debatido no ambiente de construção do aprendizado.

No exemplo acima, é possível ver a idealização de uma maquete inteira de um projeto civil, realizada para um estudo e para posterior construção. O propósito é facilitar o entendimento e a percepção dos detalhes do projeto, além de tornar visíveis as formas construtivas em todo o processo.

Essa tecnologia, entre outras, traz um ganho no aprendizado dos agentes educandos e educadores que fizerem uso dela. Afinal, é possível criar quase tudo em que se pode imaginar. Da mente para o computador, do computador para a vida real.

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* RUAN CARLOS NASCIMENTO É FORMADO EM ENGENHARIA MECATRÔNICA PELA UNIT E ELETROMECÂNICA PELA IFS. ATUALMENTE, É EDUCADOR DO SENAI SERGIPE NO CENTRO DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA COELHO E CAMPOS. DESENVOLVE ESTRATÉGIAS DE ENSINO PARA A COMUNIDADE PNE E BUSCA INTERAÇÃO ENTRE A TEORIA E O SENTIDO DE SUA APLICAÇÃO. GOSTA DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS E METODOLOGIAS ATIVAS DE FOCO NA APRENDIZAGEM.

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