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A inovação disruptiva das microescolas

Thiago Chaer, colunista do InfoGeekie, reflete sobre a inovação do modelo de microescolas e suas características. Leia agora!

Se olharmos para mais de uma década atrás encontraremos iniciativas de escolas inovadoras como a Lumiar, fundada por Ricardo Semler, a escola da Ponte em Portugal, e acessaremos inúmeros artigos e livros citando cases de sucesso sobre modelos inovadores de escolas, de aprendizagem e de formação de professores.

O que está ocorrendo no mundo todo, em especial no Brasil é que o tema começa a acessar uma camada mais ampla da sociedade. E por que isso está acontecendo?

Vamos pensar o exemplo mais prático que é o Uber. O seu surgimento ocorreu por uma convergência de fatores de uma época: tecnologia + cultura + economia.

  • Tecnologia: Maioria da população com acesso a um dispositivo digital e pessoal (celular) com geolocalização e internet habilitados.
  • Cultura: a cultura colaborativa e de compartilhamento em crescimento.
  • Economia: barateamento de tecnologias de ponta, acesso a investimento, incentivo a novos modelos de negócio (startups).

Esperamos o surgimento das microescolas no Brasil já no segundo semestre de 2018, pela convergência dos mesmos fatores. Nossa expectativa é uma mudança disruptiva no modelo de governança escolar, na aprendizagem, na formação dos professores e na relação escola-pais-alunos.

Traçando novamente um paralelo com a indústria da tecnologia, há mais ou menos 10 anos o primeiro iPhone foi lançado e gerou uma revolução no nosso cotidiano, criando novas oportunidades econômicas, criativas e até educacionais. As microescolas oferecem um espaço de experimentação e inovação educacional baseada em evidência e esperamos que isso influencie positivamente as escolas nos modelos tradicionais.

Também esperamos ver nas microescolas brasileiras uma governança e cultura de inovação que se assemelha aos exemplos americanos como a Acton Academy, Altschool, Houston A+, Nola e Summit Public Schools, que se caracterizam pela:

  • Autonomia do aluno,
  • Transparência nas metas de aprendizagem,
  • Baseada em competências,
  • Acesso a dados acionáveis e feedback rápido,
  • Desenvolvimento de competências em liderança global,
  • Experiências de trabalho significativas (para o aluno e o para o professor),
  • Experiências de orientação com um mentor,
  • Experiências positivas em grupo,
  • Valoriza e aproveita os ativos locais,
  • Cultura de aprendizagem organizacional,
  • Operação eficiente,
  • Baixo investimento.

Para provocar uma discussão no próximo artigo, recomendo a leitura do estudo Reinventando a Escola e a iniciativa Desenhando uma aprendizagem extraordinária, ambos da Innovation Unit.

Thiago Chaer possui mais de 15 anos de experiência em inovação e tecnologia digital, atua como Palestrante, Mentor de startups de EdTech. É membro da ABStartups e do Comitê Especial de Educação Digital na OAB (2016-2019), sendo coautor do Compromisso de Privacidade de Dados Educacionais. Sócio-fundador e CEO da Future Education, pré-aceleradora de startups de Edtechs (www.futureeducation.com.br).

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