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3 dicas para melhorar a formação continuada da sua equipe docente

Lucilla da Silveira Leite Pimentel é educadora, gestora escolar e consultora educacional em diversas instituições de ensino. Ela conversou conosco sobre a importância da formação continuada da equipe docente dá 3 conselhos para aproveitar ao máximo esses encontros. Confira!

A formação continuada de professores e funcionários é uma preocupação central do gestor escolar, muito devido à sua complexidade. Ela envolve vários fatores, como recursos financeiros, a definição de prioridades e um saber organizá-la para torná-la essencial na vida do educador e da escola.

De nenhuma maneira, porém, esses obstáculos podem se tornar motivo para deixar a formação continuada de lado. A atualização constante do profissional do ensino não é somente uma forma de amenizar as falhas em uma graduação – mesmo aqueles que tiveram a oportunidade de aprender em excelentes instituições deveriam buscar constantemente outros caminhos: novos autores, teorias, práticas, ferramentas abordagens que possam complementar sua atuação dentro da escola.

“Se partirmos da ideia de que, como seres humanos, somos incompletos, mais do que nunca, em tempos de aceleradas transformações socioculturais, científicas e com o incremento das tecnologias, temos que assumir nossa condição de incompletude também no âmbito educacional”, afirma Lucilla Pimentel, gestora e consultora educacional. Portanto, é de extrema importância que a escola ofereça esse espaço para a formação continuada de sua equipe, também para que se discuta novas formas de acolher novas gerações de estudantes com diferentes estilos de aprendizagem.

Apesar de o discurso ser muito claro – não se pode continuar ensinando como se fazia décadas atrás – a prática nem sempre reflete a fala. “Outras metodologias, distintas estratégias, formas de propor um tema precisam ser criadas para que possamos atender às demandas de crianças e jovens deste século, esses que cultivam imagens, redes sociais e múltiplos recursos de comunicação”.

A seguir, Lucilla dá 3 dicas para melhorar os momentos de formação continuada na escola:

Reconhecer talentos

Identificar membros da equipe que já possuem boas práticas e resultados é o primeiro passo – com certeza, eles existem no espaço escolar e podem contribuir com a formação dos demais. Além disso, a consultora explica que esse convite “o engrandece, ao mesmo tempo em que valoriza a competência de todo o corpo docente”.

Dar espaço para que os professores da própria escola compartilhem experiências positivas também é uma alternativa econômica aos cursos e workshops externos, em que pensamos imediatamente ao falar de formação continuada. Dessa forma, o encontro não pesa no bolso da instituição e ainda ampliam os vínculos entre colegas e entre funcionários e instituição. “Esse tipo de troca fortalece a parceria, a generosidade e o encantamento pelo aprender a ensinar nos dias de hoje”, conclui Lucilla.

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Definir pautas

Mesmo havendo limitações econômicas, o momento da formação deve ser considerado prioritário na escola – ou, como diz Lucilla, “sagrado”, seja ele quinzenal ou mensal. “Suas práticas não podem ser insipientes, vazias de profundidade e sem sentido”, ela adverte.

Ou seja, um encontro cujo objetivo é a formação continuada dos docentes não é momento para discutir problemas de alunos, normas ou avisos que poderiam ser resolvidos em outro tempo e local. Devem ser valorizadas as horas reservadas para se discutir temas relevantes para melhorar o desempenho dos principais agentes escolares: alunos e professores. Para a consultora, “é fundamental que o momento de formação seja de estudo, de fórum privilegiado, de apresentação de pesquisa, de contribuição, de aprofundamento do referencial teórico adotado pela escola”.

Dentre as possíveis pautas para a formação continuada, Lucilla sugere a elaboração de avaliações mais justas e coerentes, estratégias mais cativantes para apresentação de conteúdos, planejamento de tarefas interdisciplinares e discussão de atitudes éticas dentro do ambiente da escola.

Leia mais: A importância do feedback na formação de professores

Organizar com antecedência

“Uma formação bem organizada, programada com antecedência, repercute diretamente na dinâmica da sala de aula e, obviamente, afeta a formação de seus estudantes”, explica Lucilla.

Para que isso aconteça, os gestores escolares, encarregados de idealizar e concretizar os momentos de formação continuada, organizem a agenda com cuidado. É essencial que eles estabeleçam uma hierarquia entre os temas que serão abordados, de acordo com critérios bem definidos – o que é mais relevante, urgente, impacta o maior número de professores ou alunos, é valorizado pelas famílias, etc. – para priorizar o que será trabalhado dentro do tempo disponível.

Essa ação não pode ser isolada; pelo contrário, uma agenda cocriada entre os educadores tende a trazer maior envolvimento e melhores resultados. “Cabe à equipe gestora dialogar, ter um olhar apurado e escuta atenta às necessidades formativas de seus professores”, alerta a consultora. “A gestão deve prezar pela parceria com a equipe, de maneira participativa e colaborativa, reconhecendo suas limitações, mas também a força de sua liderança no saber compartilhado”.

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Eficácia na Gestão Escolar

A professora Lucilla da Silveira Leite Pimentel participa, em agosto e setembro, do curso Eficácia na Gestão Escolar e Pedagógica, promovido pela Humus.

São três módulos: Articulação das diferentes instâncias para a organização do trabalho pedagógicoA formação continuada dos professores: desafio contínuo da gestão escolar; e A liderança e a gestão do capital humano nas escolas, que será ministrado pela consultora. A turma também fará visitas a escolas cujas práticas são referência em gestão escolar.

O curso acontece presencialmente em São Paulo (vagas esgotadas) Recife (inscrições abertas) e Belo Horizonte (inscrições abertas). Confira mais informações e inscreva-se no site.

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