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Espaços educativos inovadores aumentam desempenho de alunos no RJ

Colégio Fator, no Rio de Janeiro, investe em espaços educativos colaborativos e criativos para engajar e aumentar o desempenho de alunos do Ensino Médio. Conheça a história!

Todos os anos, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) libera os resultados de seu Exame de Qualificação por região – em 2008, houve apenas seis conceitos A na Baixada Fluminense. Desses, quatro já eram do Colégio Fator. De lá para cá, apostando na importância de espaços educativos e da afetividade no processo de aprendizagem, a escola transformou a imagem do local: em 2015, a Baixada Fluminense conquistou nada menos que 80 As.

O Colégio, parte do Grupo Fator – que conta com Ensino Fundamental II, Médio e cursinho – nasceu da visão inovadora de cinco professores insatisfeitos com a realidade das escolas tradicionais. Amigos, parentes e colegas de trabalho, Rafael Lima Santana (professor de Física), Néviton Moraes de Souza Pires (professor de Matemática), Rodrigo Moraes de Souza Pires (professor de Educação Física), Mário Martins Sant’Anna (professor de Biologia) e George da Silveira Rocha (professor de Química) decidiram largar seus empregos para iniciar um projeto que valorizasse a educação de qualidade a um preço acessível.

“Eu tinha certeza que dava para fazer uma coisa diferente, de qualidade”, conta Néviton. “Mas não sabia se íamos conseguir sobreviver no mercado até que alguém percebesse a qualidade da nossa proposta”. 

Conseguiram. A escola foi construída através de um processo colaborativo, por meio de doações, valorizando espaços educativos lúdicos e de convivência como forma de potencializar os estudos. Os sócios contam que, na região, poucos jovens chegam com uma cultura escolar forte: “Muitos vêm de famílias não escolarizadas, que não enxergam sentido ou não podem investir em educação. Ou seja, eles não têm o histórico de passar o dia todo na escola”, explica Rafael. “Nossa missão era fazer o aluno querer ficar na escola”.

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A importância dos espaços educativos criativos para engajar alunos

Para atingir esse objetivo, o Colégio Fator não poupa esforços. Além de espaços educativos inovadores, que valorizam a colaboração e o relacionamento próximo entre alunos e professores, a equipe organiza eventos para fortalecer o vínculo dos jovens com a escola, inclusive durante o período de férias, quando as desistências são mais frequentes.

A Semana Pré-Calouro é carro-chefe da programação. O encontro é temático – este ano, em homenagem a Renato Russo, foi chamada de “Temos Todo Tempo do Mundo” – e conta com a presença de alunos e ex-alunos, palestrantes e uma banda para animar os quase 300 participantes. Na última edição, os sócios resolveram criar o Museu de Empatia, onde foram compartilhadas histórias sobre bullying, preconceito, abuso… E superação. Também organizaram a Feira de Carreiras, com profissionais de diversas áreas para tirar dúvidas dos estudantes.

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Alunos e professores estreitam laços e se emocionam na Semana Pré-Calouro, criada para diminuir a evasão escolar (foto: Colégio Fator/Facebook)

“Percebemos que o envolvimento dos alunos aumentou”, afirma Rafael. “Eles criam um apego muito grande pela escola, sentem-se tanto como uma peça do Colégio Fator que isso se torna mais uma motivação para entrar na faculdade”. Só no ano passado, 21 alunos do Fator foram aprovados em Medicina.

Leia mais: Educação com afetividade: Ser ou não ser amigo dos alunos?

Atendimento personalizado e tecnologia que fazem a diferença

Além dos espaços educativos lúdicos e dos momentos de descontração, o Colégio inseriu um projeto de tutoria, em que os professores atendem alunos individualmente, caminhando para a personalização do ensino. De um para um, eles analisam todas as avaliações, entregas, relatórios e estatísticas do estudante para bolar um plano de estudos que será acompanhado ao longo do ano.

No contraturno, os jovens optam por atividades extracurriculares, como o Aprofundamento e as aulas interdisciplinares, que abordam temáticas atuais – neurociência, política, robótica, gastronomia, direito, sustentabilidade.

O terceiro ano do Ensino Médio dispõe ainda da plataforma Geekie Lab. O projeto piloto oferece a plataforma aos alunos com alto desempenho, que estão na maratona pré-vestibular para cursos muito concorridos, como Medicina e Engenharia. “São estudantes com perfil proativo e inseridos em uma cultura de estudos intensa”, diz Néviton.

Por isso, o engajamento é alto: mais da metade utiliza a plataforma semanalmente como local para tirar dúvidas e complementar o conteúdo de sala de aula; afinal, o Geekie Lab possui um acervo de resumos, videoaulas e exercícios que cobrem todo o conteúdo do Ensino Médio. Com o sucesso dessa primeira tentativa, a parceria entre Grupo Fator e Geekie tende a se fortalecer no próximo ano, quando mais turmas devem receber acesso à tecnologia.

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2 Comments

  1. 14 de setembro de 2016 at 22:14 — Responder

    Boa noite,
    O professor Mário Martins Sant’Anna citado na matéria, como professor de história, na verdade ele é professor de biologia. Portanto, sugiro uma retificação de informação, já que a mesma errata poderá causar estranheza para os que conhecem o mesmo.
    Grato.
    F. ex aluno fator.

    • Foto de perfil de Marcela Lorenzoni
      15 de setembro de 2016 at 10:54 — Responder

      Fernando, obrigada pela atenção! Já reparamos o erro. Abraço!

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