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3 dicas de atividades em sala de aula usando ferramentas digitais

O professor Leonardo Freitas compartilha algumas dicas de atividades que podem ser feitas em sala de aula utilizando ferramentas digitais. Conheça mais!

Sempre que digo a alguém o quanto é necessário que se reinvente em sala, vejo caras torcidas e olhares meio incrédulos. E, recentemente, lendo comentários e relendo meus artigos, encontrei um leitor um tanto quanto irritado, dizendo até que eu deveria “não usar o que propago”. Apesar de um tanto quanto duro em suas colocações, ele estava na sua razão. E como eu nunca havia ainda disposto o que mais utilizo, elenquei algumas dicas de atividades em aulas que fiz com ferramentas disponíveis por aí. E, desta vez, dei um enfoque maior aos meus caríssimos companheiros da área de Línguas, mas, com um pouquinho de adaptação, todas as outras áreas podem ser contempladas.

Google Earth

O site que permite viajar pelo mundo oferece grandes oportunidades dentro de sala de aula. Neste ano, enquanto ensinava adjetivo pátrio, fomos visitando alguns locais do planeta (uns fáceis, outros nem tanto) e os alunos tinham de dizer ou adivinhar o adjetivo pátrio correspondente daquele local. Óbvio que a maioria não era conhecida por eles (quem nasce em Fiji é fijiano) e alguns nem mesmo por mim (quem provém das Ilhas Salomão é salomônico!). Além disso, quando surgia alguma curiosidade, debatíamos e sempre alguém surgia com um relato interessante. Foi uma aula muito produtiva a partir de uma ferramenta não designada especificamente para a língua. Claro que isso exige recursos em sala (PC, internet e projetor). Se você possui essas ferramentas, experimente e garanto que não se arrependerá.

Bases musicais

Essa dica é para você que não dispõe de grandes recursos em sala (se dispuser, melhor ainda) mas possui os mesmos em casa: se você fizer uma busca no Youtube por “bases musicais”, vai achar uma enorme quantidade de músicas instrumentais. No meu caso, costumo pegar essas bases e inserir letras que tratam dos conteúdos estudados. Confesso que, no início, foi bem difícil vencer a vergonha, mas pensava nisso como um videokê. E daí surgiu o funk pronominal, o pagode da morfologia, os verbos da sofrência e tantos outros. Certa vez até promovi uma batalha de rimas sintáticas a partir de uma base musical de rap. Mas, no fim, não gostei: amarguei uma derrota terrível, já que meus alunos foram muito melhores que eu. Acho que passei da idade…

Google Tradutor

Ferramenta conhecida por muitos que vai muito além de uma simples tradução. Em aulas de fonemas, utilizei o recurso na função de áudio para que os alunos percebessem o quanto a entonação pode mudar, além de perceber os próprios fonemas. Quando passei o conteúdo de formação de palavras, em especial os estrangeirismos (uso de palavras de outras línguas), pudemos observar e ouvir a pronúncia das originais e o quanto mudam, ou não, quando empregadas em nosso idioma. Essas ações vão muito além de uma gramática impressa em papel e morta na mesa dos jovens. Torna a aula mais animada, mais dinâmica e, embora utilize mais tempo do seu planejamento, torna tudo mais agradável.

PowerPoint

Esse é clássico! Que me desculpem os adeptos de outras plataformas, mas este velho guerreiro faz tudo. Literalmente TUDO! Com ele faço jogos, edito vídeos, animo aulas, corto músicas, gravo animações com áudio, etc. Se você dispuser de ânimo procure por tutoriais básicos no Youtube. A grande vantagem do PowerPoint é que é intuitivo e fácil de aprender. Em outros artigos, eu dei dicas e falei sobre muitas coisas que fiz e faço com ele, mas os jogos são o mais bacana e o que faz mais sucesso. Atualmente possuo 12 concluídos e 4 em processo de conclusão. Pesquise tutoriais que detalhem “trajetórias, links e transições” e seu primeiro joguinho não demorará para sair!

Jogos de Português

Mas lembre-se: de nada adianta utilizar o recurso mais moderno, mais inovador, se não houver no mínimo empatia no que se faz. Combine com seus alunos e não tenha medo de parecer estranho no início – planeje pensando em inovar. Mudar essas coisas dá um certo trabalho, mas compensa muito. Quando se habitua, você não quer mais voltar ao estado anterior. E colherá frutos muito interessantes.

 

Mais ferramentas para todas as áreas do conhecimento

Para não ser injusto com ninguém das outras áreas do conhecimento, aqui vão sites e outras ferramentas de uso fácil que podem enriquecer suas aulas ainda mais.

  • Udutu: Edição e publicação de cursos online. O site permite criar e organizar uma sequência de aulas. Além disso, todo o arquivo gerado pela página pode ser salvo em um CD.
  • JClic: Produção de atividades interativas. Já usei muito. Todos podem desenvolver materiais de estudo, quebra-cabeças, palavras cruzadas e até testes e provas.
  • Flash Page Flip: O site, que funciona em inglês, permite a criação de revistas digitais, com textos, fotos e até sons (muito legal!).
  • Toondoo: Com comandos em inglês, o software explora o aprendizado da língua por meio da criação de histórias em quadrinhos feitas pelos próprios alunos.
  • Geogebra: O objetivo desta ferramenta é facilitar e aproximar os alunos da matemática. Por isso, o site reúne recursos de álgebra, geometria, gráficos e tabelas.
  • Stellarium: Um planetário na tela do computador. O programa permite mostrar planetas e constelações em 3D.
  • Sistema muscular em 3D: Com este aplicativo, gratuito para Android, é possível acessar imagens e descrições da anatomia humana.
  • Google Art Project: Desenvolvida pelo Google, a ferramenta permite que o professor crie uma visita virtual aos principais museus do mundo e tenha acesso à obras de arte consagradas.

* Leonardo Freitas é graduado em Letras, com especialização em Literatura Brasileira. Leciona há 16 anos e desde pequeno queria ser professor. Já passou por todos os níveis, desde o Ensino Fundamental II ao Superior. Atualmente, trabalha com onze turmas de 8º e 9º ano e com turmas dos cursos superiores de Pedagogia e Enfermagem em instituições particulares de Brasília.

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