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3 coisas na sua escola que nunca mais serão as mesmas após a tecnologia

Quando foi a última vez que você enviou uma carta para um amigo ou parente que mora longe? Ela provavelmente foi substituída pelo e-mail, certo? E telefone público, você se lembra de ter usado em tempos recentes? Apostamos que as chances são pequenas. Evoluções tecnológicas são visíveis em boa parte dos aspectos do nosso dia a dia e o ambiente escolar inevitavelmente é influenciado por elas. Mimeógrafos, antes obrigatórios para os professores, viraram artigo de museu.

As coisas estão mudando dentro dos muros da escola, mas a jornada é longa. Não é estranho, por exemplo, que, em uma época em que todo mundo vive grudado em seus celulares, tablets e computadores, os professores ainda passem e corrijam os deveres de casa de forma completamente manual? Listamos três aspectos que devem sofrer grandes mudanças quando a tecnologia finalmente se tornar parte dos processos escolares.

Lição de casa

Como é hoje: O professor escreve na lousa o dever de casa para os alunos e, no dia seguinte, passa de carteira em carteira para conferir os cadernos. Isso acontece nas salas de aula de hoje e também acontecia na de seus pais, seus avós e bisavós – que não usavam smartphones, tablets e nem mesmo e-mail como a geração atual.

Como pode ficar: A tecnologia permite que a lição de casa funcione de uma forma muito mais ágil. Já existem plataformas – como o Geekie Lab – que permitem aos professores determinar as tarefas de casa e conferir os resultados de cada estudante diretamente na ferramenta. Com isso, economiza-se um tempo considerável com assuntos burocráticos na sala de aula e o professor assume, cada vez mais, um papel de mentor, podendo trabalhar os conteúdos segundo as dúvidas dos seus alunos.

Provas

Como são hoje: As avaliações são impressas, cansativas e padronizadas e seus resultados muitas vezes servem apenas para determinar se o aluno vai ou não passar de ano. Por serem geralmente aplicadas no final do bimestre letivo, não há tempo hábil para que aqueles com notas baixas possam se recuperar. Os resultados de avaliações externas de larga escala podem levar vários meses para sair, tendo ainda menos valor prático para os estudantes.

Como podem ficar: Se realizadas em plataformas digitais, as avaliações têm seus resultados quase que instantaneamente. Isso permite aos educadores identificar com mais facilidade os pontos fracos dos alunos e lhes dá mais tempo para trabalhá-los em aula. Além disso, provas padronizadas podem ficar no passado. Com algoritmos inteligentes e a adoção da chamada testagem adaptativa (Computarized Adaptive Testing – CAT), é possível se criar, em tempo real, uma prova diferente para cada aluno conforme seus erros e acertos.

Laboratórios de informática

Como são hoje: Enquanto celulares, tablets e laptops são proibidos em muitas escolas, os alunos têm à disposição uma ou mais salas isoladas com computadores (muitas vezes obsoletos) para aulas específicas. Quando elas acabam, eles são mandados de volta para a velha sala de aula com lousa e giz.

Como podem ficar: Tem feito cada vez menos sentido concentrar a tecnologia de uma escola em uma sala específica e banir outros dispositivos no restante do tempo. Algumas escolas pelo mundo já têm incentivado os estudantes a levar seus próprios dispositivos para serem usados em aula segundo propósitos específicos estabelecidos pelo professor. É importante que a escola disponibilize equipamentos para os alunos que não têm condições de adquiri-los, mas ter um “laboratório de informática” e um tempo muito limitado para o seu uso é algo que não combina com a geração tão conectada que vai às escolas hoje.

E você, concorda? Que outros aspectos da escola devem mudar com a tecnologia em um futuro próximo? Compartilhe suas ideias com a gente na seção de comentários!

 

(Foto: Morten Oddvik/Flickr)

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